Bioinsumos e o futuro dos cultivos com proteção e sustentabilidade


Fevereiro de 2021

Agrivalle traz ao Agro em Debate a importância do manejo para o sistema solo-planta

A edição de fevereiro do Agro em Debate, realizada no dia 24, contou com a presença de Thales Facanali, gerente de desenvolvimento da Agrivalle, e Eduardo Bernardo, diretor de pesquisa. Durante o debate, ambos trouxeram as perspectivas e o papel da Agrivalle para continuar melhorando os cultivos, de forma a suprir altas demandas de produção e promovendo através do sistema solo-planta mais eficiência e sustentabilidade, para longevidade das culturas.

Qual é o papel dos bioinsumos na horticultura e de que forma o gerenciamento do solo-planta pode ajudar no aumento da produção com eficiência e sustentabilidade? Quando se fala sobre gerenciamento solo-planta, é preciso focar e trazer alguns conceitos que estão atrelados com as multifuncionalidades dos bioinsumos. “Quando falamos em bioinsumos estamos trazendo o controle biológico, os biofertilizantes, os fertilizantes, adjuvantes, inoculantes, dentre outros. E, dentro deles, podemos dividir em quatro pilares que são: a proteção, ativação, potencialização da produtividade e regeneração do solo. E isso é parte da estratégia da Agrivalle, por isso nossos produtos e manejos vão por estas mesmas diretrizes“, explica Thales Facanali, gerente de desenvolvimento da Agrivalle.

A regeneração do solo é essencial, afinal a sustentabilidade da produção está na vida e atividade do solo. “Buscamos com nossos produtos incrementar e estimular a biota benéfica dos solos, incluindo os bionematicidas, biofungicidas, condicionadores e nutrição, para que possamos fazer com que a vida nos nossos produtos possa gerar vida nos solos. A proteção da produtividade com biofungicidas, bioinseticidas, assim como a potencialização para fornecer mecanismos e ferramentas para que a planta possa produzir cada vez mais. “, afirma  Thales

A Agrivalle, sendo uma empresa de Biotecnologia, está focada na inovação e regeneração. Regeneração essa que combina produtos e microrganismos, buscando mais efetividade na produção como um todo, podendo oferecer produtos diferenciados para cada cultura, atuando desde as raízes, solo e planta. “O conceito de regeneração é moderno, e ele vai de encontro com a sustentabilidade da agricultura, porque o maior bem do agricultor é o solo. Se ele, o solo, não for eficiente em sustentar as plantas, os resultados em produtividade não virão. Afinal as culturas se vão e o solo fica”, explica Eduardo Bernardo, diretor de pesquisa da Agrivalle.

Os microrganismos acabam protegendo e colonizando as raízes, dessa forma eles oferecem uma barreira aos fitopatógenos, impedindo que se instalem nas culturas, sejam nas folhas, ramos, flores e raízes. De acordo com Thales e Eduardo, os produtos da companhia, são considerados como a segunda geração de Produtos Biológicos, caracterizados pela inovação, associação com vários microrganismos dentro de uma mesma formulação, com múltiplas funções que vão da proteção, à redução de sinais que os patógenos precisam para encontrar a raiz, aumentando a diversidade de microrganismos em prol da planta no solo. Assim, ela irá produzir mais, além de exibir muito mais seu potencial genético.

Estamos na segunda geração de produtos biológicos. Esses produtos são mais complexos, tecnológicos e com misturas de espécies e gêneros de microrganismo, a exemplo do Profix®, nematicida que proporciona o maior espectro de ação no controle de fitonematóides devido ao mix de microrganismos e o Shocker®, fungicida multiproteção com amplo expectro de ação que além de proteção, favorece o equilíbrio de microrganismos benéficos no solo e beneficia a nutrição das plantas, propiciando um ambiente saudável para as raízes explorarem um maior volume de solo, favorecendo a nutrição e possibilitando uma melhor expressão do potencial genético das culturas. A mistura desses dois produtos é muito poderosa em termos de proteção radicular, associamos diferentes modos de ação de cada microrganismo em prol da planta, e dessa forma conseguimos reduzir estresse radicular, seja feito por nematoides ou por outras doenças“, explica Eduardo.

A competição, parasitismo, antibiose e solubilização de fósforo são exemplos de benefícios que as combinações de bioinsumos podem oferecer, e que vão atuar em diversos momentos das culturas  e dos fitopatógenos, atrapalhando todo o ciclo de vida dos fitopatógenos. Dessa forma, os bioinsumos de segunda geração podem cobrir mais de um alvo, os motivos disso são: sua combinação de ambos os produtos, que aumentam o espectro de ação, melhoram a segurança de aplicação e propiciam controles mais efetivos nas mais variadas condições de cultivo e solos do Brasil. “Temos regiões como nordeste brasileiro, com solos com pouca matéria orgânica, pouca umidade e, quanto maior o número de microrganismos que conseguimos colocar em prol das plantas nestes solos, maior será a possibilidade de sucesso do cultivo.  Também com os novos combinados de bioinsumos, reduzimos a resistência (associando inclusive aos químicos) e conseguimos maior efeito residual“, explica Thales.

A proteção multifuncional também tem por conceito a aplicação de vários microrganismos para que os patógenos não alcancem estruturas vitais das plantas, criando assim barreira biológica. Além disso, as caldas de aplicação requerem atenção, onde adjuvantes podem melhorar ainda mais as eficiências, tanto no controle de fitopatógenos quanto em nutrição. Somado a estes itens estão o MIP e o MID, ou seja, o manejo integrado de pragas e doenças que, que devem ser retomados,  favorecendo a ação dos agentes de biocontrole, reduzindo os estresses bióticos e abióticos das culturas agrícolas.

O MID, manejo integrado de doenças e o MIP são muito importantes para trabalharmos preventivamente, sendo componentes importantes para potencializarmos o Controle Biológico. Nesse sentido, a Agrivalle apresenta o produto Twixx®,  pré-lançamento que possui dois bacillus com ampla utilização em controle de doenças foliares. Quando aplicado, as bactérias se multiplicam nas folhas, nos ramos e flores e na palhada, protegendo as plantas de forma completa. O produto inibe não permite que os fitopatógenos se multipliquem causando doenças, é uma proteção multissítio“, explica Eduardo.

Ele continua explicando que além da proteção, também existem outros ganhos, a exemplo de produtividade, estímulo do crescimento, plantas mais bem formadas com folhas mais expandidas e redução de patógenos nas áreas. Já a potencialização e ativação da produtividade, busca fornecer nutrientes e estímulos de forma inteligente, maximizando o aproveitamento de ambos na absorção e metabolização da planta. A  utilização de bioestimulantes, de forma integrada, é uma das formas de realizar potencialização de produção, pois eles agem como ativadores metabólicos. “Eles potencializam a absorção, e ajudam na estruturação celular que as plantas, sob estresse, acabam sofrendo com falta de água e o aumento de temperatura. Para esse caso, indicamos o Algon®, que preserva mais a estrutura celular e ajuda a reter mais água dentro do tecido, de forma que ela seja preservada. Mas, é necessário que seu uso seja preventivo“. Algon® é o resultado de uma composição de extrato de algas, aminoácidos e magnésio auxiliando na tolerância de estresse hídrico e preservação da clorofila, promovendo o crescimento, agindo como antioxidante nas plantas e prolongando a vida dela, além disso, o produto também fornece energia rápida e de fácil absorção.  “É muito interessante, pois desejamos que a planta utilize tudo na medida e no momento que ela precisar e Algon® permite isso. Pelo fato de sua formulação ser única e exclusiva, a planta recebe e utiliza aquilo que ela entende, no melhor momento que ela precisa, complementando a produtividade e associado aos microrganismos, com este produto conseguimos extrair o melhor de cada cultivo“, finaliza Eduardo.

ATENÇÃO
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