Agrivalle realiza Agro em Debate sobre café e trata o controle biológico para a cultura


Maio de 2021

A terceira edição contou com a presença da Embrapa para falar um pouco mais sobre o que é esse controle e sua necessidade na cafeicultura

Agrivalle, empresa do segmento de bioinsumos (produtos biológicos, nutrição vegetal, adjuvantes e inoculantes), realizou no último dia 18 de maio a terceira edição do Agro em Debate e trouxe a exposição do tema: sustentabilidade na produção de café. Na oportunidade, foram convidadas algumas das principais mulheres que atuam no desenvolvimento da cultura no Brasil.

A pesquisadora da Embrapa, Dra. Rose Monnerat, que também é bióloga e doutora em agronomia na área de patologia de invertebrados e membro do portfólio de bioinsumos da Embrapa e do programa nacional de bioinsumos do MAPA, abriu o evento trazendo mais informações sobre a importância do controle biológico e a responsabilidade da Embrapa e das empresas em estarem cada vez mais atentas na produção, formulação e desenvolvimento de controle biológico e bioinsumos. “A demanda do mercado tem mudado, e a agricultura mais saudável tem sido pedida cada dia mais. Seja por questões ambientais, da sociedade, comunidades tradicionais, agroecologistas, pressões externas, mas também pelo preço dos produtos. Em conversa com cafeicultores, eles têm dito que, usar os produtos químicos na cultura do café tem inviabilizado o controle destas pragas e da própria cultura. Por isso, estão voltando a busca por bioinsumos e controle biológico“, explica Rose Monnerat.

O controle biológico é uma prática milenar e vem sendo utilizada desde o século III pelos chineses, através de formigas predadoras para o controle de pragas na cultura dos citros. Em 1888, segundo a pesquisadora, há registro do uso dos primeiros casos de sucesso, com a utilização de besouro para o controle de pulgão branco na Califórnia.

Segundo a CropLife, o Brasil tem crescido na utilização de biopesticidas e tem registros que desde 2016 o crescimento foi de 20% ao ano. Atualmente existe no país uma área de aproximadamente 10 milhões de hectares já tratados por estes produtos. Em 2020 foram consolidados mais de R$1.179 bilhões de reais, e um crescimento de 70% com relação a 2019. O que mostra o quanto o campo vem se beneficiando e optando por este tipo de controle.

Mas, como este controle pode ajudar a cultura do café, para que haja ainda mais produtividade e controle de pragas e doenças com seguridade e eficiência?

Através do uso de organismos vivos para suprimir pragas específicas, que tornarão as pragas e doenças menos danosas à planta. Hoje o café tem inimigos que tiram o sono do produtor, como a broca do café, o bicho mineiro, o ácaro vermelho, as cigarrinhas e, doenças causadas por bactérias, fungos e nematóides.

O controle de insetos-praga pode ser feito através de microrganismos (vírus, fungos e bactérias,) e/ou de macroorganismos (parasitóides e predadores). Os vírus e bactérias levam os insetos à morte após serem ingeridos. Já os fungos iniciam a infecção após o contato com a cutícula do inseto. Os predadores são insetos benéficos que se alimentam de insetos-praga, e os parasitóides precisam de um hospedeiro para completar seu ciclo de vida, colocando seus ovos dentro das pragas ou larvas de insetos levando-os à morte.

O controle de doenças causadas por bactérias e fungos e nematóides pode ser feito com bactérias e fungos antagonistas que atuam de diversas formas, entre elas pela produção de substâncias inibidoras ou voláteis.

“Hoje contamos com formulações de produtos que atuam em múltiplas funções que vão da proteção à redução de sinais que os patógenos precisam para encontrar a raiz, aumentando a diversidade de microrganismos, favorecendo a planta e o solo. Profix® é um nematicida da Agrivalle que proporciona o maior espectro de ação no controle dos fitonematóides devido à combinação de 3 microrganismos: Bacillus subtilis, Bacillus licheniformis em associação com o fungo Paecilomyces lilacinus. E temos o Shocker® fungicida composto por duas cepas de Bacillus amyloliquefaciens e Trichoderma harzianum. Dessa forma com essa combinação de diferentes espécies e gêneros de microrganismos, nós temos como resultado produtos que atuam em diferentes fases dos fitopatógenos desde escleródios e hifas de fungo, ovos, juvenis e adultos de nematóides, fornecendo uma maior amplitude de ação e maior capacidade dos microrganismos se estabelecer no solo” – complementa Isabella Kitano, pesquisadora da Agrivalle.

Este tipo de controle tem sido cada vez mais adotado, por sua simples aplicação, armazenagem, seguridade ao humano e ao meio ambiente. E sua eficiência controla pragas as alfas, tendo um inimigo certo para cada alvo.

“Alguns cuidados precisam ser tomados como verificar se para o grupo de pragas é necessário mais de um tipo de controle, além do cuidado no armazenamento, pois trata-se de um produto vivo, além da aplicação, que apesar de simples, precisa considerar situações específicas, como por exemplo, optar por finais da tarde, evitando a luz intensa solar”, finaliza Rose.

ATENÇÃO
ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAUDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO AMBIENTE; USO AGRÍCOLA; VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO; CONSULTE SEMPRE UM AGRÔNOMO; INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS; SIGA AS ORIENTAÇÕES DA BULA PARA O DESCARTE CORRETO DAS EMBALAGENS E RESTOS OU SOBRAS DE PRODUTOS; LEIA ATENTAMENTE E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO E NA BULA OU FAÇA-O A QUEM NÃO SOUBER LER; E UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.